Por que sou a favor do Bolsa Família


Quero começar dizendo que não sou Petista. Votei na primeira eleição do Presidente Lula, porém, deixei de acreditar que o governo proposto pelo partido e seus aliados era a solução que precisávamos para o Brasil. Confesso que não vejo em nenhuma proposta que vi até hoje algo que realmente vai fazer a diferença e nos tirar dessa condição de “país de 3º mundo”.

Porém, nem só de erros o atual governo petista vive. Existem algumas acertos, como tivemos vários acertos no governo FHC que merecem destaque. E entre esses acertos que eu acredito serem benéficos para o país eu destaco nesse post o Bolsa Família.

Talvez eu esteja mexendo num vespeiro sem fim, porém, não me importo de colocar minha opinião na mesa. Eu sou favorável ao projeto de distribuição de renda, pois, além de ajudar as famílias que realmente necessita, ele faz com que nossa economia seja aquecida, afinal, muitos novos consumidores são postos na praça.

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Acho que o incentivo dado ajuda muitas famílias a encontrarem soluções para seus problemas e embarcarem numa nova realidade. É claro que sempre vamos encontrar aqueles que se encostarão na ajuda ofertada e preferirão não mudar seu status quo. Porém, eles não são a maioria e eu vejo diversas famílias mudando sua vida.

Eu já ouvi de algumas amigos algumas colocações contrárias ao Bolsa Família. Um deles acha que só que está abaixo da linha da pobreza (bem abaixo mesmo) deveria receber. Ele acha que o simples fato da pessoa ter um celular que acessa o Facebook já invalida ela de receber o auxílio. Sou contrário a posição dele, afinal, essa pessoa que tem o celular (e que é minoria entre os beneficiados) pode ter no acesso a tecnologia, promovido pelo Bolsa Família, o seu grande ponto de mudança.

Outro amigo meu acha que ajudar aos pobre é compra de voto. Mas eu penso: “Se ninguém fizer nada por eles, quem fará? Pois se essa linha de pensamento fosse posta em prática, nenhum governo, seja de direita ou esquerda, poderia prestar assistência aos mais pobres, pois seria sempre compra de votos”. E tem outra, é óbvio que o cidadão votará no político que lhe estendeu a mão.

O último exemplo de amigo que não concordo com a opinião é um que gosta de falar mal por falar, que não conhece o Bolsa Família (afinal, ele afirmou que o benefício serve apenas para comprar comida), mas, ele tem uma loja na porta da favela, aceita o Bolsa Família para vender seus produtos (que não são comida), mas, mesmo assim, fala mal. Oras, não seja hipócrita, jovem. Se é tão errado, seja o primeiro a negar o pagamento com o cartão.

Esse último aí de cima merece uma outra questão. Ele riu da pessoa que foi comprar uma ferradura de cavalo para o animal que servia como instrumento de trabalho na coleta de lixo reciclado. Quando ele disse que o Bolsa Família só servia para comprar comida, eu indaguei-o: “Mas, com essa ferradura, a pessoa trabalhará e comprará a comida”. Ele ficou quieto e encerrou a conversa.

Mas o Bolsa Família não é só elogios…

É fundamental que exista uma fiscalização mais rigorosa nas famílias que recebem o benefício, a fim de não deixá-las acomodadas e “satisfeitas”. O Governo deve incentivar mais essas pessoas que pararam no tempo para que elas façam um bom uso do benefício e possam subir uma etapa dentro da sociedade e possam caminha, no futuro, com as próprias pernas.

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